
1 – O que é o CID R05?
O CID R05 é o código da Classificação Internacional de Doenças utilizado para identificar o sintoma tosse, quando este não está classificado como parte principal de uma doença específica. A tosse é um reflexo fisiológico de defesa das vias aéreas, responsável por remover secreções, corpos estranhos e agentes irritantes do trato respiratório.
Esse CID é amplamente utilizado na prática clínica, especialmente em atendimentos ambulatoriais, pronto atendimento e atenção primária, quando a tosse é o motivo principal da consulta.
2 – Subcategorias do CID R05
Na CID-10, o código R05 não possui subdivisões formais amplamente detalhadas como outras categorias, sendo geralmente utilizado de forma direta para classificar o sintoma tosse. Clinicamente, no entanto, a tosse pode ser caracterizada conforme sua apresentação:
- Tosse seca
- Tosse produtiva
- Tosse aguda
- Tosse subaguda
- Tosse crônica
Essas classificações auxiliam na investigação da causa subjacente, mesmo não sendo subcategorias oficiais do CID.

3 – Localização na CID-10
O CID R05 está localizado no Capítulo XVIII da CID-10 – Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (R00–R99). Esse capítulo reúne códigos utilizados quando não há diagnóstico definitivo de uma doença específica.
4 – Descrição clínica e características
A tosse pode ter diversas origens, incluindo infecções respiratórias, doenças alérgicas, refluxo gastroesofágico, tabagismo, exposição a agentes irritantes e uso de determinados medicamentos. Clinicamente, pode ser acompanhada de outros sintomas como dor torácica, falta de ar, febre, chiado no peito ou produção de secreção.
A duração da tosse é um dado clínico importante: tosse aguda geralmente está relacionada a infecções virais, enquanto tosse crônica pode indicar doenças respiratórias crônicas ou outras condições sistêmicas.
5 – Quando utilizar o CID R05?
O CID R05 deve ser utilizado quando a tosse é o principal motivo do atendimento e ainda não há definição clara da causa ou quando o sintoma precisa ser registrado isoladamente. É comum seu uso em consultas iniciais, atestados médicos, prontuários eletrônicos e relatórios clínicos.
Caso a causa da tosse seja identificada posteriormente, o CID pode ser substituído ou associado ao diagnóstico definitivo.
6 – Diagnóstico e avaliação
O diagnóstico da tosse envolve anamnese detalhada e exame físico cuidadoso. O profissional de saúde avalia duração, características da tosse, fatores desencadeantes e sintomas associados. Dependendo do caso, podem ser solicitados exames complementares, como radiografia de tórax, exames laboratoriais, espirometria ou testes alérgicos.
A avaliação adequada é essencial para diferenciar causas benignas de condições mais graves.
7 – Tratamento
O tratamento relacionado ao CID R05 depende diretamente da causa identificada. Em muitos casos, o manejo é sintomático, com uso de antitussígenos, expectorantes, hidratação adequada e repouso. Quando há causa específica, como infecção bacteriana ou condição alérgica, o tratamento deve ser direcionado à patologia de base.
A automedicação deve ser evitada, especialmente em casos de tosse persistente.
8 – CID R05 dá direito a afastamento do trabalho?
O CID R05 pode justificar afastamento temporário do trabalho quando a tosse compromete a capacidade funcional do paciente, causa desconforto significativo ou está associada a condições infecciosas que exigem repouso. A decisão deve ser baseada na avaliação clínica e no tipo de atividade exercida pelo trabalhador.
9 – Importância do CID R05 na prática clínica
A utilização correta do CID R05 é fundamental para registrar adequadamente um dos sintomas mais frequentes na prática médica. Ele facilita a organização do atendimento, a comunicação entre profissionais de saúde e a condução inicial do caso até que um diagnóstico definitivo seja estabelecido.
Além disso, o código contribui para dados epidemiológicos e planejamento de ações em saúde pública.
10 – Concluindo
O CID R05 é um código essencial para a classificação da tosse como sintoma clínico, permitindo registro adequado, investigação diagnóstica e condução terapêutica apropriada. Seu uso correto garante melhor acompanhamento do paciente e contribui para decisões clínicas mais seguras e eficientes.









