
Após cinco décadas sem avanços significativos, um novo tratamento para asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) surge como alternativa promissora. Uma pesquisa publicada na The Lancet Respiratory Medicine revelou que uma injeção administrada durante crises dessas condições pode superar o uso tradicional de comprimidos de esteroides. Essa abordagem inovadora reduz a necessidade de terapias adicionais em até 30% e proporciona melhorias nos sintomas respiratórios em menos de um mês, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes.
O tratamento utiliza o benralizumabe, um anticorpo monoclonal já empregado em casos de asma grave. Durante o estudo, o medicamento foi aplicado em momentos de crise, demonstrando resultados significativos em comparação ao uso exclusivo de esteroides. Em 28 dias, pacientes tratados com a injeção relataram alívio de sintomas como tosse, chiado e falta de ar. Em 90 dias, a taxa de falha no tratamento foi quatro vezes menor nesse grupo, além de apresentarem menos internações e consultas médicas.
As exacerbações eosinofílicas, desencadeadas pela inflamação causada por um aumento de glóbulos brancos nos pulmões, são comuns em pacientes com asma e DPOC, agravando os sintomas e elevando o risco de complicações graves. O novo tratamento mostrou eficácia em conter essas crises, reduzindo o impacto negativo na saúde e prevenindo danos pulmonares irreversíveis. Além disso, a aplicação do benralizumabe demonstrou ser segura, com potencial para futuras utilizações domiciliares ou em atendimentos de emergência.
Essa inovação representa um marco no manejo de doenças respiratórias, destacando-se como um avanço crucial após décadas de estagnação. Com a possibilidade de facilitar a adesão ao tratamento e reduzir os efeitos adversos associados aos corticosteroides, o benralizumabe tem o potencial de transformar o cuidado de pacientes com asma e DPOC, abrindo caminho para um futuro mais promissor na saúde pulmonar.