
Se você já ouviu um médico dizer “vou te mandar a receita pelo Memed” e ficou na dúvida sobre o que isso significa, não está sozinho.
A busca por “memed o que é” tem crescido junto com a digitalização dos consultórios brasileiros, e entender a ferramenta é hoje quase tão importante quanto entender a própria receita médica.
Neste artigo, você vai ver o que é a Memed, como ela funciona, quanto custa, qual o prazo de validade das prescrições e se realmente vale a pena confiar nela, com base na legislação vigente e em dados atualizados do setor.
O que é a Memed?
A Memed é uma plataforma brasileira de prescrição digital que permite a médicos, e a outros profissionais habilitados, emitir receitas, pedidos de exames, atestados e laudos em formato eletrônico, sem depender do papel.
Fundada em 2012 por um grupo de médicos, a empresa nasceu como uma ferramenta de apoio à prescrição em dermatologia e, com o tempo, se tornou uma das soluções mais usadas no país, hoje presente em consultórios, clínicas, hospitais e operadoras de saúde de todos os portes.
Na prática, o profissional busca o medicamento em uma base de dados constantemente atualizada, define dosagem, posologia e duração do tratamento, e gera um documento que pode ser assinado digitalmente e enviado ao paciente por WhatsApp, SMS ou e-mail.
O paciente, por sua vez, recebe a receita no celular, junto com uma comparação de preços entre farmácias parceiras, o que ajuda tanto na adesão ao tratamento quanto na economia na hora da compra.

Como funciona a prescrição pela Memed
O funcionamento é mais simples do que parece, mas envolve uma etapa que costuma gerar dúvida: a assinatura digital.
Para que a receita tenha validade jurídica, sobretudo em medicamentos controlados e antimicrobianos, o médico precisa assinar o documento usando um certificado digital no padrão ICP-Brasil, exigido pela Lei nº 14.063/2020 e detalhado pela Resolução CFM nº 2.299/2021.
Sem esse certificado, só é possível emitir receituário simples, sem validade para medicamentos que exigem retenção ou controle especial.
Quando a Memed está integrada a um sistema de gestão de clínica, o fluxo fica ainda mais enxuto: o profissional conclui a consulta, gera a prescrição e a assinatura sem sair do prontuário eletrônico, sem redigitar dados do paciente e sem alternar entre plataformas diferentes.
É exatamente esse tipo de integração que reduz erros de preenchimento e economiza minutos preciosos em uma agenda cheia.
Quanto custa o Memed?

O uso básico da Memed é gratuito para o médico: cadastro, emissão de receitas simples, envio por SMS, WhatsApp pessoal ou e-mail e consulta ao banco de mais de 60 mil medicamentos não geram cobrança.
É esse modelo “freemium” que explica boa parte da adoção em massa da ferramenta pelos profissionais brasileiros.
Ainda assim, existem custos associados que vale conhecer antes:
- Certificado digital ICP-Brasil: obrigatório para assinar receitas de controle especial e antimicrobianos, é emitido por certificadoras autorizadas e cobrado à parte da Memed, geralmente entre R$100 e R$300 por ano, dependendo do modelo (A1 ou A3) e da certificadora escolhida.
- Envio via WhatsApp Business: recurso opcional cobrado à parte, com planos a partir de R$59,90 por mês (ou valores anuais e semestrais com desconto). O envio gratuito por WhatsApp pessoal, SMS ou e-mail continua disponível mesmo sem essa assinatura.
Ou seja: é possível prescrever sem pagar nada além do certificado digital, mas vale simular o custo-benefício de recursos extras conforme o volume de atendimentos da clínica.
Quanto tempo dura a receita Memed?

A validade da receita digital segue exatamente as mesmas regras da receita em papel, estar em formato digital não estende nem reduz o prazo. De acordo com o CFM e a legislação sanitária vigente:
- Receita simples: 30 dias corridos a partir da emissão;
- Receita de antimicrobianos (como antibióticos): 10 dias corridos.
- Receita de controle especial (receituário azul ou amarelo): 30 dias corridos, exceto a talidomida, com validade de 20 dias;
- Pedidos de exame: sempre 30 dias, contados a partir da data da consulta.
Um ponto de atenção, especialmente em teleconsultas: como não há entrega física do documento, o paciente precisa ser orientado sobre o prazo logo na consulta, para não perder a janela de retirada do medicamento.
A Memed é confiável?
Do ponto de vista regulatório, sim: a validade legal da prescrição eletrônica está amparada pela Lei nº 14.063/2020 e pela Resolução CFM nº 2.299/2021, que exigem assinatura com certificado ICP-Brasil de Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2) para garantir autenticidade, integridade e não repúdio do documento.
A mesma resolução também determina o cumprimento integral da LGPD (Lei nº 13.709/2018) no tratamento dos dados de pacientes.
Na prática de mercado, a plataforma tem reputação consolidada: reúne mais de 150 mil médicos cadastrados, atende mais de 2,2 milhões de pacientes únicos por mês e processa mais de 3 milhões de prescrições mensais, segundo dados da própria empresa.
No Reclame Aqui, o histórico recente mostra nota média acima de 9 e taxa de resolução de reclamações superior a 95%.
Vale lembrar: como qualquer plataforma que concentra dados sensíveis de saúde, a Memed depende de conexão com a internet, de certificadoras terceirizadas e de boas práticas internas de segurança da informação, pontos que cabem à própria clínica monitorar ao integrar qualquer ferramenta externa ao seu fluxo de trabalho.
Como o Memed ganha dinheiro?

Por muitos anos, a Memed cresceu com um modelo típico de startup de tecnologia: oferecer a ferramenta gratuitamente para médicos, pacientes e farmácias, apostar no “efeito plataforma” e só depois estruturar a monetização. A receita da empresa hoje vem, principalmente, de:
- Parcerias institucionais: contratos com hospitais, operadoras de saúde, softwares de gestão e indústria farmacêutica, que pagam para acessar inteligência de dados, integração e visibilidade dentro do ecossistema de prescrição.
- Parcerias com farmácias e farmácias digitais: acordos comerciais para conectar a receita à compra do medicamento, com entrega rápida via farmácias parceiras.
- Recursos premium para médicos: como o envio de receitas via WhatsApp Business, cobrado à parte.
A empresa já recebeu aportes relevantes de fundos como DNA Capital e Redpoint eventures, e passou por ajustes de estrutura nos últimos anos para equilibrar crescimento e sustentabilidade financeira, um movimento comum entre healthtechs que amadurecem seu modelo de negócio.
Memed integrada ao QuarkClinic

A Memed é parceira oficial do QuarkClinic, o que significa que a integração entre as duas plataformas já vem pronta, sem necessidade de configurações complexas ou de contratar módulos separados.
Na prática, o médico realiza a consulta, gera a prescrição pela Memed e assina digitalmente sem sair do prontuário eletrônico do QuarkClinic, tudo dentro do mesmo fluxo de atendimento.
Essa integração elimina um problema comum em clínicas que usam ferramentas isoladas: a necessidade de repetir dados do paciente em diferentes sistemas, o que aumenta o risco de erro de digitação e consome tempo da equipe.
Com o QuarkClinic, a receita gerada pela Memed fica automaticamente vinculada ao histórico clínico do paciente, facilitando consultas futuras, auditorias internas e a rastreabilidade exigida pela Resolução CFM nº 2.299/2021.
Além disso, como o QuarkClinic já opera em conformidade com a LGPD, a clínica não precisa se preocupar em adequar duas plataformas separadamente às exigências de proteção de dados, o tratamento das informações do paciente segue um único padrão de segurança, do agendamento à prescrição.
Para clínicas que buscam reduzir etapas operacionais sem abrir mão de compliance, essa integração nativa é um dos diferenciais práticos de unir prescrição digital e gestão em uma só plataforma.
Concluindo: prescrição digital deixou de ser opcional
O volume de receitas emitidas todos os meses no Brasil e a rapidez com que ferramentas como a Memed se popularizaram entre médicos de todas as especialidades mostra que a prescrição em papel está deixando de ser a regra e passando a ser a exceção.
Isso não é só uma tendência tecnológica: é também uma resposta a exigências regulatórias cada vez mais claras do CFM e da LGPD sobre como os dados do paciente devem ser tratados, desde a consulta até a dispensação do medicamento.
Para a clínica, isso significa que escolher bem as ferramentas que compõem esse fluxo (prescrição, prontuário, agenda) deixa de ser uma questão de conveniência e passa a ser uma questão de conformidade e de reputação junto aos próprios pacientes.
O QuarkClinic acompanha essa transformação oferecendo prontuário eletrônico e gestão de clínicas já integrados à Memed, para que a equipe médica ganhe tempo sem abrir mão da segurança jurídica.
Saiba mais sobre essa parceria.
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Fontes:
- Lei nº 14.063/2020 — planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14063.htm
- Resolução CFM nº 2.299/2021 — sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2021/2299_2021.pdf
- Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) — planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
- CFM — Validade das Receitas (Prescrição Eletrônica) — prescricaoeletronica.cfm.org.br/faq_farmaceuticos/validade-das-receitas/
- Memed — Central de Ajuda para Médicos — suporte-medico.memed.com.br
- Memed — Parceiros — memed.com.br/parceiros
- Reclame Aqui — Memed — reclameaqui.com.br/empresa/memed










